quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta.


Jorge Luís Borges

2 comentários:

fleurauxdents disse...

"Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação. Em «César e Cleópatra» de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria, diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso e também algo mais: a imaginação. Pois o que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Tal é a função que o livro realiza.



Jorge Luís Borges

Anónimo disse...

Jorge Luís Borges, transmontano de raízes ( Avó), sempre se orgulhou da sua origem Portuguesa. Visitou o nosso país, em 1921 e em 1984 e foi reconhecido como melhor escritor da sua época.

Os Borges
Nada ou pouco sei dos meus ancestrais
Portugueses, os Borges: vaga gente,
Que na minha carne, obscuramente,
Prossegue seus hábitos, temores e rituais.
Ténues como se nunca houvessem existido
E alheios aos trâmites da arte,
Indecifravelmente fazem parte
Do tempo, da terra e do que é esquecido.
Melhor assim. Cumprida a odisseia
São Portugal, são a famosa gente
Que forçou as muralhas do Oriente
E se deu ao mar e a outro mar de areia.
São o rei que no místico deserto
Se perdeu mas jura estar perto.
Tiago Rodrigues